Mostrar mensagens com a etiqueta contadores de histórias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta contadores de histórias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma visita...

Na passada segunda-feira, o professor Luís Oliveira veio do Montijo até à Escola Básica 2/3 da Alembrança, no Feijó, contar umas histórias aos meus alunos.
As histórias que o professor Luís trouxe foram: Nasredin, O Velho, o rapaz e o burro e ainda nos apresentou O Teatro de Esopo com a peça O Velho, o rapaz e o burro.
Todas as histórias giram à volta da moralidade: não devemos dar ouvidos a tudo o que os outros dizem.
Foi um dia bem passado e todos gostaram muito da presença do professor Luís e em nome de todos os meus alunos deixo-lhe aqui o nosso MUITO OBRIGADO!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Histórias de Infância

Quando eu era pequena , havia uma história que era a minha delícia... Nunca fui criança de fazer birras para comer ou para dormir, mas nos dias menos bons havia uma história que a minha mãe inventou para ajudar a "empurrar" o almoço, ou para "ajudar a vinda do João Pestana". E eu aprendi aquela história "de cor e salteado"... O problemas destas histórias é que quando são recontadas, já não são da mesma forma, mas eu lembrava-me bem como tinha sido e desatava a berrar "NÃO É ASSIM"...
Ainda no Verão tive de usar a "minha história" com a Joaninha, pois não queria comer a sopita!
E agora vou partilhá-la convosco.

"Era uma vez uma coelhita, que vivia numa floresta com outros animais. Eles eram todos muito felizes e amigos, mas a coelhita não era muito feliz. Andava sempre triste, faltava-lhe qualquer coisa... Faltava-lhe um coelhinho para lhe fazer companhia, porque na floresta, não havia nenhum coelho.
Um dia ela resolveu sair da floresta e ir à procura do coelhito.
Então a coelhinha saiu da floresta e lá foi na sua viagem.
Ela andou, andou, mas não via nenhum coelho. De repente ouviu um barulho e viu um ratinho. Ele perguntou-lhe:
-Coelhita que fazes por aqui? Nunca te tinha visto.
-Ando à procura de um coelho que queira casar comigo.- respondeu ela.
-Posso ir contigo?- perguntou o ratinho.
- Claro, assim até me fazes companhia- disse a coelhita.
E lá foram os dois. Andaram mais um bocado e ouviram um choro, foram ver e viram uma gatinha. Eles perguntaram-lhe porque estava a chorar e ela respondeu que não tinha amigos. Então a coelhita e o ratinho convidaram-na para os acompanhar na procura de marido para a coelhita.
Voltaram ao caminho e passado um bocado encontraram um burro que lhes perguntou onde é que eles iam. A coelha disse que andava à procura de marido e que o ratinho e a gata lhe estavam a fazer companhia. O burro quis juntar-se a eles e lá retomaram o caminho.
Depois de andaram bastante viram uma galinha e ela perguntou-lhes o que andavam por ali a fazer. Eles explicaram que procuravam um marido para a coelhita e ela juntou-se ao grupo.
Retomaram viagem.
Já estava a escurecer, quando, por detrás de tronco, o grupo de animais ouviu um choro... O burro, como era muito curioso, foi ver o que se passava. E qual não é o seu espanto quando vê um coelhinho a chorar. O burro pergunta-lhe o que ele tem e o coelho diz-lhe que queria encontrar uma coelha para casar com ele, mas nenhuma aceitava. Então o burro diz-lhe que não tem de se preocupar mais, que ele tinha a solução para o problema e chama a coelha e todos os animias que se juntaram a ela.
A coelhita, quando vê o coelho, apaixona-se logo por ele e ele por ela.
Voltaram juntos para a floresta da coelhinha, onde se casaram e viveram felizes para sempre, com uma grande ninhada de lindos coelhinhos e coelhinhas."

Vitória, vitória acabou-se a história!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Lenda de Santo Aginha

Perdida entre arvoredos da Serra de Arga, a pouca distância de Caminha, está a pequena aldeia de Arga de São João. Ai existe uma minúscula capela de branquíssima frontaria, dedicada a Santo Aginha, e mandada edificar em memória do milagre que vou contar.

Diz a tradição do lugar que Aginha era um perigoso salteador de estradas e casais. A região vivia em pânico porque não havia dia que o homem desse sossego às pessoas. Ai de quem passeasse sozinho pelos carreiros e descaminhos da serra! quando menos esperasse, via aparecer-lhe pela frente, de punhal em riste e chapelão de abas largas descaídas sobre os olhos, o malfadado Aginha. E se não levasse fazenda ou moeda consigo, passava um mau bocado, porque o assaltante só desistia da presa despois de a esbulhar, nem que fosse da roupa que trazia. Se, por outro lado, arriscasse um gesto de autodefesa. poderia ficar bem maltratado, pois o salteador, ainda que por vezes mais fraco do que a vítima, era homem habituado a rudezas e de uma agilidade de gato bravo.

Dizem que, um dia, Aginha caiu sobre um padre que vinha dar a extrema -unção a uma velhota que vivia num pequeno casal escondido nas brenhas. E, não se sabe como, o padre teve modos de o converter ao bom caminho e persuadir a abandonar a vida de bandido. Como penitência, o padre mandou que permanecesse no monte, nos mesmos locais onde antes atacava os viajantes, mas agora auxiliando quem passasse do modo que pudesse. Aginha obedeceu e por ali ficou, esperando que cada gesto que fizesse, apagasse os actos do passado.

Certo dia, descia a serra uma carroça puxada por dois bois muito pachorrentos, carregada de lenha e com um carreiro sentado no varal. Aginha estava encostado a um carvalho, mastigando uma azeda, quando viu a carroça virar-se repentinamente: uma roda passou sobre uma pedra maior, desequelibrou-se e tombou para o lado.

O carreiro, aflito pelo desastre e por saber que estava em terras de Aginha, olhou em volta procurando auxílio. Subitamente, os seus olhos deram com Aginha, que se levantara para o ajudar. O homem fez-se branco de pavor. E ignorando a conversão do salteador, crendo que ele se aproximava para o maltratar, pegou na machada da lenha e deu-lhe uma pancada tão cheia de pânico que o matou.

Com o coração angustiado, desatou a correr serra abaixo até chegar à aldeia. dirigiu-se às autoridades para lhes contar o que tinha acontecido, pensava que o esperava uma moeda de ouro, por recompensa. As autoridades tomaram conta do ocorrido e disseram-lhe que mais tarde se certificariam do sucedido.

Assim, o homem voltou, com o coração mais leve, ao local do crime para finalmente socorrer os bois e trazer o carrego de lenha para a aldeia. Sentia, contundo, no fundo das tripas um certo horror pelo que fizera e por isso tratou de tudo como um burro empalado, olhando em frente, evitando encarar o corpo que estendera no chão.

Quando dias mais tarde as autoridades se dignaram a subir a serra para verificar a morte do assaltante, encontraram o corpo de Aginha intacto e, segundo dizem, exalando um suave cheiro de flores silvestres numa madrugada de Maio.

Esta é a história de um assaltante que foi tão santo e fez tais milagres que o povo agradecido passou a venerá-lo na capela de Arga de São João."


in, Lendas Portuguesas (adaptado)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Contadores de Histórias

Hoje, o 5ºV recebeu a visita da avó de uma das alunas da turma. Hoje a avó da Beatriz Couceiro foi à aula contar uma história.
Os miúdos portaram-se muito bem e deixo-lhes aqui os meus Parabéns.

A Beatriz estava felicíssima por ter lá a sua avó!!!

A história escolhida foi a fábula "O ouriço e o coelho". A senhora revelou-se uma verdadeira contadora de história e eles pediram que voltasse para lhes contar outra...

Depois de contar a história, a avó da Beatriz deixou uma imagem que ilustra a fábula. Claro que esta actividade serviu não só para melhorar a capacidade de compreensão oral, mas também a expressão escrita, visto que, durante o fim de semana terão de recontar a história, mas na "pele" de uma das personagens...

O que mais me fascinou foi o livro que a avó da Beatriz trazia... Era um livro grosso. com um aspecto antigo, de folhas amareladas e gastas pelos tempo... um verdadeiro pequeno tesouro...