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quarta-feira, 13 de maio de 2009

(Re)Conto "A Lua" por Shania Santos 5ºP

Há muitos anos havia uma terra que a noite era sempre escura. Nessa terra não havia Lua e nenhuma estrela brilhava de noite. Um dia, quatro rapazes saíram dessa terra e foram para outro reino.
Nesse reino todas as noites aparecia uma luz. A luz não era muito forte, mas dava para as pessoas se verem umas as outras. Quando os rapazes viram a luz, perguntaram a um lavrador que estava a passar:
- Que luz é esta?
O lavador respondeu.
- Aquilo é a Lua, o nosso prefeito comprou-a por três moedas e pendurou-a num carvalho. Temos que lhe dar óleo e mantê-la limpa todos os dias, porque se não, ela deixa de brilhar. Por isso todos nos lhe pagamos uma moeda todas as semanas.
Os quatro rapazes começaram a pensar que essa luz fazia falta na terra deles. Roubaram-na e levaram-na para a sua terra.
Quando lá chegaram penduraram-na num carvalho.
As pessoas dessa terra ficaram muito contentes quando viram que podiam ver a noite. Os rapazes tratavam muito bem da Lua, limpavam-na todos os dias e ganhavam a sua moeda semanal.
Os anos foram passando e os rapazes ficaram velhos. Quando um deles estava a morrer disse aos amigos que queria um quarto da Lua que lhe pertencia, pois queria levá-la para a sepultura com ele. Os amigos disseram que sim e deram-lhe a parte da Lua que lhe pertencia. Quando o segundo morreu, foi-lhe dado o quarto dele e a luz ficou mais fraca, mas mesmo assim ainda se conseguia ver a noite. Quando o terceiro morreu, a noite ficou um pouco mais escura, mas quando morreu o quarto amigo a noite voltou a ficar negra como era dantes.
Assim, com os quatro quartos da Lua juntos no inferno os mortos acordaram dos seus sonhos com a luz. Os mortos com a luz ficaram a ver de novo. A luz do sol era muito forte, mas a luz da Lua dava muito bem para eles. Então, começaram a dançar e a ir para as tabernas beber vinho. O barulho era tanto que chegou ao céu.
São Pedro ouviu o barulho que os mortos faziam, e calculou que eles se tinham revoltado. Chamou as hostes celestes, que lutavam contra o maligno que pretendia assolar a morada dos abençoados. Como eles não vieram, São Pedro foi no seu cavalo ao inferno acalmar os mortos, sepultou-os novamente e levou com ele a Lua e pendurou-a no céu para que todos nos a pudéssemos ver.
FIM

Shania T. Santos
Turma: 5P

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"Contos de Sempre"

Nas férias do Natal, pedi aos meus alunos do 5ªV que escolhessem um conto do livro "Contos de Sempre",que acompanha o manual. Depois de lerem o conto, teriam de fazer um reconto do que leram, uma pequena biografia sobre o autor e uma ilustração para o conto.

Poucos foram os que entregaram o trabalho feito...mas aqueles que o fizeram merecem vê-lo aqui, junto dos trabalhos dos outros colegas de turma.

Aqui vos deixo o reconto do conto "O Barba Azul".





Era uma vez um homem que tinha muitas casas na idade e no campo e todas elas muito bonitas. O homem com o seu aspecto horrendo assustava todas as pessoas e ninguém queria casar com ele e então pediu a mão de uma das filhas da vizinha. E deixou a vizinha escolher a que se casaria com ele mas elas as duas recusaram.
Após 8 dias com o Barba azul os amigos das filhas da vizinha acharam que o homem estava mais cavalheiro e a filha mais nova da vizinha decidiu casar com o Barba azul.
Ao fim de um mês de casamento o Barba azul fez uma viagem e entregou as chaves á sua amada e disse-lhe que podia entrar em os todos os sítios lá de casa menos no seu gabinete. Mas a mulher não se conteve entrou e viu os corpos das outras mulheres com que ele se tinha casado. A mulher em pânico deixou cair a chave no chão que se sujou de sangue. Ela limpou, limpou mas a chave era mágica e a mancha que ela limpava aparecia noutro lado. O homem regressou e pediu as chaves de volta e quando ela lhe entregou as chaves ele reparou que a chave do gabinete estava manchada de sangue e ele disse-lhe que ele ia ter uma sentença como as outras mulheres. Antes da sentença ela pediu um tempo e ele deu-lhe 15 minutos. Ela foi para o quarto e pediu à irmã para quando visse os seus irmãos pedisse-lhes para virem mais depressa para matarem o homem para que ela sobrevivesse e assim foi. Acabou o tempo da menina e quando o Barba azul ia a matar a rapariga os irmãos bateram à porta e ele foi abrir, viu quem era e começou a fugir mas os irmãos apanharam-no e mataram-no. Como ele não tinha descendentes a mulher ficou com a herança do homem e dividiu com irmãos e a irmã.





Escrito por Beatriz Couceironº2, 5ºV


desenho feito pela Beatriz couceiro para ilustrar o seu reconto:
Além do conto "Barba Azul", os alunos também escolheram o conto "A Lua".
Aqui ficam uns desenhos feitos a partir desse conto.

desenho feito por Sílvia Pereira,nº25, 5ºV

desenho feito por David Graça, nº26, 5ºV

sábado, 24 de janeiro de 2009

Outras versões da história da "Carochinha"

Para trabalhar este contéudo, levei-lhes o texto da "Ratinha Casadoira", que é uma versão da história da "Carochinha". Depois, como forma de trabalhar as onomatopeias e, ao mesmo tempo, a expressão escrita, pedi-lhes que criassem um pequeno texto igual ao que leram, mas com outros animais... A novidade foi quando lhes disse que iam passar os textos que fizeram no computador. Na aula seguinte, que foi na C4 (sala de informática), ninguém faltou e a maioria trouxe o texto pronto a passar no computador... Penso que foi uma das aulas mais calmas que tive com eles até hoje...

E como já vai sendo hábito, presentei-vos com alguns dos textos criados pelos "piquenos"...

Era uma vez, uma ratinha que andava à procura de namorado.
Certo dia, vestiu o seu lindo vestido castanho e verde e foi à procura de namorado para a sua janela toda vaidosa. Passou um boi e disse:
-Por favor casas comigo?
-Mostra-me a tua voz! - disse a ratinha
-Muuum…Muuum…Muuum!
-Que horror! Não, não! Vai te embora!
Passou o cavalo e perguntou lhe:
-Queres casar comigo?
Mostra-me jà a tua voz!
-Hih…Hih…Hih! -fez o cavalo.
-Ai! Credo! Vai te embora !
Passou o burro e disse:
-Queres casar comigo?
- Mostra-me a tua voz.-pediu a ratinha.
- Iô…Iô…Iô!
- Hoh! Sim quero!!!
De noite o burro deu-lhe um coice, mas ela conseguiu escapar.
No fim ela disse:
-Foi a última vez que eu me casei, juro que não me volto a casar.

Neuza 5ºC nº11



A ratinha estava a janela quando viu o porco.
O porco virou-se e disse:
- Olá ratinha quero casar comigo?
A ratinha disse:
- Então primeiro preciso de ouvir a tua voz.
-oinc…oinc…
-Ah não! Tens uma voz horrível vai – te embora.
Então apareceu o boi que viu a ratinha e disse:
-Estás tão bonita! Queres casar comigo?
- Quero primeiro ouvir a tua voz.
- MUUU! MUUU! MUUU!
- Ai que voz barulhenta vai-te embora.
A ratinha estava tão triste que se sentou à porta de casa.Entretanto apareceu o carneiro e o grilo. Eles, quando viram a ratinha, ficaram babados só de olhar para ela.
A ratinha disse:
- Queres ouvir as vossas vozes.
- Méee!méee!méee! -fazia o carneiro.
- GRI!GRI!GRI!- cricrilou o grilo.
-Ai vossas vozes são muito barulhentos podem ir embora.
Entretanto apareceu o sapo que disse:
-Olá és tão bonita queres casar comigo ? –perguntou o sapo
-Primeiro quero ouvir a tua voz .
-RIBT!RIBT!RIBT! –coaxou o sapo.
-É horrível vai-te embora prefiro ficar sozinha! - exclamou a ratinha.










Jéssica nº5 5ºC

sábado, 17 de janeiro de 2009

Conto "O Velho, o Rapaz e o burro"









Certo dia pedi um colega meu, o professor Luís Oliveira, que fosse até ao meu 5ºG contar-lhes uma história, visto que ele é um óptimo contador de histórias.




Assim foi...





O conto escolhido foi "O Velho, o Rapaz e o Burro" e contou-lhes a história de "Nasredin", que é uma variante do conto do "O Velho, o Rapaz e o burro".





No fim, desafiei os meus alunos a criarem eles uma história idêntica... e o resultado foi espantoso.

Ora vejam...





Os dois irmãos e o camelo




Era uma vez um rapaz, que se chamava João, e tinha uma irmã. Viviam na Tunísia e tinham um camelo.
Um dia decidiram ir ao lago buscar água,mas as jarras eram muito pesadas e estava um dia muito quente.
A Ana, irmã do João, teve uma ideia e disse:

- Já sei! vamos de camelo.
- Boa ideia!- exclamou o João.
E assim foi. Foram de camelo, a segura as jarras para não se partirem.
Quando regressavam, passaram por duas mulheres que disseram:
- Coitado do camelo! Já não lhe basta o peso das jarras cheias de água, também tem de levar com o peso de vocês os dois!
Os dois irmãos decidiram ir a pé e o camelo levava as jarras. Depois passou um homem que disse:
- Que vergonha! Em vez de ir a rapariga no camelo dascansada, não! Vão os dois a pé!

A Ana envergonhada subiu para o camelo.
Quando chegaram a casa, o João estava bastante cansado e chegaram à conclusão de que não se deve ligar ao que os outros dizem.


trabalho realzado por: Francisco Cabrita, nº12, 5ºG (2008/2009)


O velho Artur, o Bucalino e o camelo

Era uma vez um senhor já velhote chamado Artur, cujo neto se chamava Bucalino. Ambos viviam perto de Nárina.
Todos os dias, depois de apanharem a fruta, iam até ao mercado com o seu camelo Mércula a fim de ganharem dinheiro para acompanhar o peixe que apanhavam todas as tardes no rio perto da aldeia. Um certo dia, quando estavam no mercado aproximou-se uma multidão de gente, que gritando diziam:
- Porque não deixas o Bucalino ir à escola? Queres que ele seja um velho como tu a viver miseravelmente no cimo de um monte sem saber nada da vida?
O velho Artur não disse nada e continuou a vender a sua fruta.
Os dias iam passando e cada vez mais pessoas se juntavam contra o velho Artur. De tantas críticas ouvir, o velho Artur respondeu dizendo-lhes:
- Vocês que me criticam todos os dias e dizem que vivo miseravelmente e que não mando o meu neto para a escola, fiquem sabendo que não são melhores que eu, pois sabendo vós das minhas condições de vida, nada fazem para me ajudar a dar o melhor ao meu neto. Por isso, como podereis criticar-me a mim que, tendo pouco, dou tudo que tenho ao meu neto, enquanto que vocês apenas ficam a olhar?



Trabalho realizado por: Margarida Silva, 5ºG – Nº16